quinta-feira, 12 de março de 2009

No Grande Minuto - Emmanuel


Questão 646 de "O Livro dos Espíritos" No grande minuto da experiência, disseste, desapontado:

- Só vejo o mal pelo bem.
- Não posso mais.
- Fracassei.

Agora é parar com tudo.

- Fiz o possível.
- Não me fales mais nisso.
- Estou farto.
- Muito difícil.
- Em tudo é desilusão.
- Sofri que chega.
- Continue quem quiser.
- Ninguém me ajuda.
- Deixa-me em paz.
- Estou vencido.
- Não quero complicações.
- É problema dos outros.
- Não sou santo.
- Desisti.
- Basta de lutas.

Entretanto, sombra vencida é porta de luz maior.
Se os amigos fugiram, continua fiel ao bem.
Se tudo é aflição em torno, não desanimes.
Se alguém te calunia, responde sempre fazendo o melhor que possas.
Se caíste, levanta- te renovado e corrige a ti mesmo.
Não existe merecimento naquilo que nada custa.
Todos nós aprendemos e trabalhamos, dias e dias, e, às vezes, por muitos anos, para vencer nesse ou naquele grande momento chamado "crise".

É a vitória na crise que nos confere mais ampla capacidade.
Se pedes roteiro para mirar, recorda o Cristo, na derrota aparente.
Humilhado e batido, supliciado e crucificado, torna ao mundo, em Espírito, sem que ninguém lhe requeira a volta.

E, materializando-se, divino, entre os mesmos companheiros que o haviam abandonado, longe de referir-se aos remoques e tormentos da véspera, recomeça o trabalho, dizendo simplesmente:

- "A paz seja convosco."

(De "Religião dos Espíritos", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

terça-feira, 3 de março de 2009

De Volta - Emmanuel



Não reclames, nem te aflijas.
Trabalhe e segue adiante. Não invejes quem caminha.
Como quem sonha a dormir.
Se alcançaste a realidade.
Reveste-a de paz e amor.
Nunca firas a ninguém.
Mesmo quando alguém te agrida.
Ama, constrói, serve e segue.
De volta ao Lar, passo a passo.
Trabalho é o nosso caminho.
E o Lar nos espera em Deus.

Livro Caminho - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel - André Luiz

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mãos Pequeninas - Meimei


Quando afagues teu filhinho no aconchego doméstico, não te esqueças das mãozinhas anônimas, esquecidas no desamparo...
Flores rodopiando na ventania, assemelham-se a estrelas perdidas na tempestade.
É todo um mar de sofrimento e angústia que te rodeia...
Apura a visão para que o aflitivo painel te não passe despercebido.
Mãos pequeninas de várias cores a se debaterem nas sombras...
Chegaram à Terra como doces promessas de alegria e lutam por sobreviver à procura do bem.
Pelo amor à criancinha que te inspira a beleza do lar, acende o lume da bondade e não recuses socorro aos braços minúsculos que te acenam da onda revolta, suplicando piedade e carinho.
Auxilia esses lírios humanos a se desvencilharem do lado das trevas para que se desenvolvam ao hálito da luz.
Dizes que a vida pede amor e esperas um mundo melhor...
Não negues, assim, a tua migalha de ternura aos anjos que choram no temporal.
Descerra as portas do coração aos filhinhos do berço torturado e protege-os confiante.
Recorda que, um dia, duas mãos pequeninas, relegadas ao abandono numa estrebaria singela, eram as MÃOS DE JESUS, o Rei Divino, que ainda hoje, são o refúgio de paz e a esperança do mundo inteiro...

MEIMEI Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Convite ao Desprendimento - Joana de Ângelis.


"Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões penetram e roubam..."
(Mateus: 6-19.)


Desprendimento na qualidade de desapego, não de estroinice nem dissipação.
Todo e qualquer motivo que ata à retaguarda sob condicionamentos retentivos se transforma em cadeia escravizante.
Os objetos a que o homem se apega valem os preços que lhes são emprestados, constituindo-se elos a impedirem o avanço do possuidor, na
direção do futuro...
Desapego, portanto, em forma de libertação do liame pessoal egoístico e tormentoso que constitui presídio e patíbulo para quem se fixa
negativamente como para aquele que se faz vítima afetiva.
Liberta-se das aflições constritivas, asfixiantes, para marchar com segurança.
Doa com alegria quanto possas, generosamente.
O que distribuis com equilíbrio e lucidez multiplica-se, o que reténs reduz-se.
Abundância, como excesso engendram miséria e loucura.
Distende assim, mão generosa na alfândega da fraternidade, mas liberta-te da emotividade desregrada, da posse afetuosa e objetos, animais
e pessoas, porquanto mais carinhos que te mereçam, mais devoção que lhes dês, chegará o dia de atravessares o portal do túmulo, fazendo-
o soledade, livre de amarras ou jungido ao que se demorará, a desgastar-se pela ferrugem, pelo azinhavre, corroído ou simplesmente em
trânsito por outras mãos ante a tua tormentosa impossibilidade de reter e interferir.

Joanna de Ângelis
Psicografia.:Divaldo P. Franco
Livro.: Convites da Vida

Semente - Emmanuel.


"E , quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão de trigo ou de outra qualquer semente." – Paulo, I Coríntios, 15:37

Nos serviços da Natureza, a semente reveste-se, aos nossos olhos, do sagrado papel de sacerdotisa do Criador e da Vida.
Gloriosa herdeira do poder divino, coopera na evolução do mundo e transmite silenciosa e sublime lição, tocada de valores infinitos, à criatura.
Exemplifica sabiamente a necessidade dos pontos de partida, as requisições justas de trabalho, os lugares próprios, os tempos adequados.
Há homens inquietos e insaciados que ainda não conseguiram compreendê-la. Exigem as grandes obras de um dia para outro, impõem medidas tirânicas pela força das ordenações ou das armas ou pretendem trair as leis profundas da Natureza; aceleram os processos da ambição, estabelecem domínio transitório, alardeiam mentirosas conquistas, incham-se e caem, sem nenhuma edificação santificadora para si ou para outrem.
Não souberam aprender com a semente minúscula que lhes dá trigo ao pão de cada dia e lhes garante a vida, em todas as regiões de luta planetária.
Saber começar constitui serviço muito importante.
No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palavra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las.

Emmanuel
Psicografia.: de Francisco Cândido Xavier.
Livro.: Pão Nosso

Tudo é Amor - André Luiz



Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.
Vida - é o Amor existencial.
Razão - é o Amor que pondera.
Estudo - é o Amor que analisa.
Ciência - é o Amor que investiga.
Filosofia - é o Amor que pensa.
Religião - é o Amor que busca Deus.
Verdade- é o Amor que se eterniza.
Ideal - é o Amor que se eleva.
Fé - é o Amor que se transcende.
Esperança - é o Amor que sonha.
Caridade - é o Amor que auxilia.
Fraternidade - é o Amor que se expande.
Sacrifício - é o Amor que se esforça.
Renúncia - é o Amor que se depura.
Simpatia - é o Amor que sorri.
Altruísmo - é o Amor que se engrandece.
Trabalho - é o Amor que constrói.
Indiferença - é o Amor que se esconde.
Desespero - é o Amor que se desgoverna.
Paixão - é o Amor que se desequilibra.
Ciúme - é o Amor que se desvaira.
Egoísmo - é o Amor que se animaliza.
Orgulho - é o Amor que enlouquece.
Sensualismo - é o Amor que se envenena.
Vaidade - é o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
Tudo é Amor.
Não deixes de amar nobremente.
Respeita, no entanto, a pergunta, que te faz, a cada instante, a Lei Divina: "Como?"


André Luiz por Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tua Mente - Emmanuel.


Entre os cuidados devidos ao corpo e a alma, recordemos o problema da habitação.
Quanto mais instruída a pessoa, mais asseio na moradia.
Nem sempre a residência é rica do ponto de vista material.
Vê-se, aí, contudo, limpeza e ordem, segurança e bom gosto.

É imperioso porém, que o senso de higiene e harmonia não se fixe, unicamente, no domicilio externo.
Necessário que semelhante preocupação nos alcance o pouso íntimo.
A mente é a casa do espírito.
Como acontece a qualquer vivenda, ela possui muitos compartilhamentos com serventia para atividades diversas.

E, às vezes, sobrecarregamos as dependências de nosso lar interior com idéias positivamente inadequadas as nossas necessidades reais.
Quando preconceitos enquistados, teorias inúteis, inquietações e tensões, queixas e mágoas se nos instalam por dentro, dilapidamos os tesouros do tempo e as oportunidades de progresso, de vez que impedimos a passagem da corrente transformadora da vida, através de nossas próprias forças.

Sabemos que uma casa, por mais simples, deve ser arejada e batida de sol para garantir a saúde.
Ninguém conserva lixo, de propósito, no ambiente familiar.
Qualquer perturbação no sistema de esgoto ou na circulação de energia elétrica representa motivos para assistência imediata.

Desde épocas remotas, combatemos a escuridão.
Da tocha à candeia, da candeia à lâmpada moderna, esmera-se o homem na criação de recursos com que se defender contra o predomínio das trevas.
Pondera quanto a isso e não guardes, ressentimentos e nem cultives discórdias no campo da própria alma.


Trabalha, estuda, faze o bem e esquece o mal, afim de que te arregimentes contra o nevoeiro da ignorância.
Tua mente ― tua casa intransferível.
Nela te nascem os sonhos e aspirações, emoções e idéias, planos e realizações.
Dela partem as tuas manifestações nos caminhos da vida, e de nossas manifestações nos caminhos da vida depende o nosso cativeiro à sombra ou a nossa libertação para a luz.

Livro: Alma e Coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier Espírito Emmanuel