terça-feira, 7 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Escuta, meu irmão - André Luiz


Não é a tua palavra primorosa a força que te exaltará a inteligência e, sim, o objetivo para o qual se dirige.
Não é a dádiva que te confere o título de benfeitor, mas o modo pelo qual te manifestas, através dela.

Não é a fortuna material que te faz realmente rico e, sim, a aplicação dignificante das utilidades que reténs a beneficio de todos.
Não é a fama terrestre a claridade que te coroa o nome e sim a benção do Céu sobre a reta conduta que abraçaste em favor do bem coletivo.

Não é a lição verbal o poder com que educarás o companheiro de luta, nas tarefas de cada dia, mas o teu exemplo reiterado na edificação comum por intermédio da própria melhoria.
Não é a tua crença sectária, embora fervorosa, que te guiará à sublimação na vida espiritual, depois da morte do corpo e, sim, os teus atos de bondade santificante, que serão testemunhas permanentes de tua alma, onde estiveres.

Não é a fé sem obras que te iluminará a senda de progresso, mas as obras dignificadoras que conseguires concretizar, em ti mesmo e fora de ti, inspirado por tua fé.
Não é a cultura intelectual inoperante que te fará respeitável, e sim o espírito de serviço com que te devotares, em qualquer condição, à felicidade dos semelhantes.

Não é o êxito suscetível de sorrir-te na Terra, por alguns dias breves, a fonte de alegria real que procuras com os melhores anseios de coração, mas a paz de consciência, no dever bem cumprido, nas obrigações de cada dia.Busquemos ser, antes de aparentar e fazer, antes de instruir.

A verdade espera nossa alma, em cada ângulo de caminho, dentro de nossa jornada para frente.
Assim, pois, construamos o nosso engrandecimento interior, porque, hoje ou amanhã, o Sol Divino projetará sobre nós a sua bendita claridade, revelando-nos, à luz meridiana, tais quais somos.

Psicografia em Reunião Pública Data – 31-3-1950Local – Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.
Do Livro "Através do Tempo", de Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

terça-feira, 24 de março de 2009

O Perdão


Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível.
Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta: "por que não chegou mais cedo?"
Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos.
Era uma mulher má. Implicava com tudo.
Até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir. "

Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade", foi o que pensou.

Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou a dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento, naquela tarde.
"Não posso", foi a sua resposta. "tenho expediente a cumprir." "Por que não?"

Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar.
Além do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho, naquela tarde, ao menos teria motivo. Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão.

"O perdão é bom para você", falava a Dra.

"Se você perdoar alguém que o ofendeu ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem."

"Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você não se sentirá mal por causa das mentiras dele."

Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou-a da cabeça. No dia seguinte, tomou uma resolução: "não vou deixar que ela me atormente mais. E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto."

Mega chegou e cumprimentou: "olá." A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente.
Mega falou que havia participado de um treinamento e que estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá, ao final da tarde.

A reação veio logo: "você está me convidando só para eu não reclamar de você?" "Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas.

Mas eu insisto no chá." E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá.
Ela sabia que era intratável. Também falou da sua emoção.
Nunca ninguém a convidara para um lanche, um café. Acabou por falar das suas dores.
O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas.
Por isso ela odiava as pessoas. Era infeliz e agredia. Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão.

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Perdoar é libertar-se. Aquele que agride é sempre alguém a um passo do desequilíbrio.
Aquele que persegue nem pode imaginar o quanto se encontra enfermo.
Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. Nosso maior exemplo é Jesus.
Poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos.
Por essa razão, dignos de perdão.
E se você tiver ainda muita dificuldade para perdoar, pense que tudo passa.
Passam as coisas ruins, passam as pessoas que as provocam.
Só o bem permanece para sempre.


Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no seminário Perdão e Auto-perdão de Divaldo Pereira Franco – CD volume 2, faixa 13, e livro Convites da Vida – cap. 39.

Um ato de amor



Aquele era um dia dos mais felizes na vida de André.
Afinal, ele iria realizar seu grande sonho: mergulhar na piscina grande do clube.
Seu pai havia lhe prometido que, quando ele completasse cinco anos de idade, poderia entrar na piscina dos adultos. Na companhia do pai, é claro.
O pequeno André estava radiante naquela manhã ensolarada de domingo.
Ele e o pai chegaram cedo ao clube. E como o pai precisava fazer o exame médico, pediu ao filho que o aguardasse por alguns minutos.
Mas André, que não via a hora de pular naquele mar de águas azuis, tão logo o pai se afastou, correu para a piscina e mergulhou com vontade.
Foi só depois do mergulho que ele se deu conta de que aquela piscina não tinha fundo. Acostumado com a piscina rasa onde sentia seus pezinhos firmes no chão, não desconfiava que a piscina grande era diferente.
Aqueles foram os segundos mais dolorosos da sua existência...
A água entrando em seus pequenos pulmões...
Seus bracinhos frágeis tentando alcançar a superfície, respirar...
Tudo em vão.
Ao redor, o silêncio...

André percebeu que não adiantava mais lutar...
Resolveu parar de se debater e dormir...
Tudo foi ficando longe, a angústia passou e ele sentiu que uma mão iluminada se estendia na sua direção...
Percebeu, ao longe, um túnel de luz que o atraía...
Entregou-se àquele sono diferente...
E nada mais percebeu.
Algum tempo depois André recobrou os sentidos, mas já não estava mais na água, estava no hospital...
Os pais, em desespero, vibraram quando ele deu os primeiros sinais de vida...
Os anos se passaram e André nunca esqueceu aquele episódio.
Na sua juventude, foi que seu pai lhe contou como ele havia sido salvo.
Um homem bom que passava pela piscina naquele dia distante, viu algo estranho no fundo da água e perguntou a outro homem, que também estava nas proximidades, o que era aquilo.

O outro disse que talvez fosse um desses garotos testando por quanto tempo poderia ficar sem respirar.
Mas o homem bom não se contentou com a resposta.
Mergulhou imediatamente e descobriu o corpo do garoto, quase sem vida.
Retirou-o da água e constatou que seu corpo já estava todo roxo.
Não podia perder nenhum minuto.
Começou ali mesmo os procedimentos para reavivar aquele corpinho inerte.
Com as técnicas adequadas conseguiu reativar seu coraçãozinho e o garoto foi levado às pressas para o hospital.
Mas o mais importante dessa história, foi o homem que salvou a vida de André.
Como ele sabia as técnicas exatas para efetuar aquele salvamento?

Na verdade essa habilidade lhe custou muito caro.
Um dia ele viu seu filho pequeno morrer daquela mesma forma, porque não sabia o que fazer... Com o coração dilacerado de dor, aquele pai prometeu a si mesmo que jamais deixaria alguém morrer na sua frente por falta de socorro.

Fez cursos e aprendeu todos os procedimentos para atendimentos de emergência.
E foi assim que ele conseguiu fazer com que o pequeno André recuperasse os sinais vitais e conseguisse chegar vivo até o pronto socorro.
Tudo porque aquele pai não se deixou abater pela dor.
Pelo contrário, viu na dor um grande desafio.
O desafio de ser um agente de Deus junto aos seus filhos.
O desafio de ser um agente do bem.

Um pai... Uma dor... Uma nobre decisão... Um grande exemplo. E quanto a André?
Terá feito jus a essa segunda chance recebida? Sim, é claro!
Hoje ele é o jovem pai de dois meninos.
Seus pulmões foram poupados para que ele fosse um excelente saxofonista e alegrasse o mundo através da música.

Um garoto e seu sonho inocente... Um homem bom... Uma bela história...

Autor: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em uma história real.

Orando a cada dia - Meimei


Senhor!...Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte.
Não me consintas perder tempo, através de indagações inúteis.Lembra-me,
por misericórdia, que estou no caminho da evolução, com os meus semelhantes,
não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria.

Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados.
Dá-me consciência do lugar que me compete, para que não esteja a exigir da vida
aquilo que não me pertence.

Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com meus recursos,
entretanto por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.

Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos,aos quais devo convivência e cooperação.
Auxilia-me a reconhecer que o cansaço e a dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência.

Concede-me forças para irradiar a paz e o amor que nos ensinastes.
E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em ti, servindo aos outros.

Assim seja.

Livro: Sentinelas da Alma. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Um Dia - Mário Quintana


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer a outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa, como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor, são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase:


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."



Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...Um dia descobrimos que apesar de viver quase 100 anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos nossos sonhos, para dizer tudo o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida, ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar, tão pouco compreenderá uma longa explicação.

(Mario Quintana)

Repensando a vida - Neide Salles


Repensar a vida consiste em rever valores.
Receber o inevitável serenamente,
Depositar ao leito do regato antigos pudores,
Aceitar o que a vida nos reserva inteiramente.


É existir sem temor de ser feliz.
É padecer e abrigar a angústia da alma
Tendo ciência que somos meros aprendizes.
Intentar não perecer, mantendo a calma.


Rebuscando meu baú encontrei registros
Induziram-me a repensar quantos atos impensados.
De que adiantou tanta vigilância?
Tudo era sinistro.
Não tive muitas opções, aceitei meus fardos.


O temor... a dor foi inevitável.
Girei entre a loucura e a sanidade,
Gritei por paz, por amor inesgotável.
Repensando a vida... grito por serenidade.