segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tua Mente - Emmanuel.


Entre os cuidados devidos ao corpo e a alma, recordemos o problema da habitação.
Quanto mais instruída a pessoa, mais asseio na moradia.
Nem sempre a residência é rica do ponto de vista material.
Vê-se, aí, contudo, limpeza e ordem, segurança e bom gosto.

É imperioso porém, que o senso de higiene e harmonia não se fixe, unicamente, no domicilio externo.
Necessário que semelhante preocupação nos alcance o pouso íntimo.
A mente é a casa do espírito.
Como acontece a qualquer vivenda, ela possui muitos compartilhamentos com serventia para atividades diversas.

E, às vezes, sobrecarregamos as dependências de nosso lar interior com idéias positivamente inadequadas as nossas necessidades reais.
Quando preconceitos enquistados, teorias inúteis, inquietações e tensões, queixas e mágoas se nos instalam por dentro, dilapidamos os tesouros do tempo e as oportunidades de progresso, de vez que impedimos a passagem da corrente transformadora da vida, através de nossas próprias forças.

Sabemos que uma casa, por mais simples, deve ser arejada e batida de sol para garantir a saúde.
Ninguém conserva lixo, de propósito, no ambiente familiar.
Qualquer perturbação no sistema de esgoto ou na circulação de energia elétrica representa motivos para assistência imediata.

Desde épocas remotas, combatemos a escuridão.
Da tocha à candeia, da candeia à lâmpada moderna, esmera-se o homem na criação de recursos com que se defender contra o predomínio das trevas.
Pondera quanto a isso e não guardes, ressentimentos e nem cultives discórdias no campo da própria alma.


Trabalha, estuda, faze o bem e esquece o mal, afim de que te arregimentes contra o nevoeiro da ignorância.
Tua mente ― tua casa intransferível.
Nela te nascem os sonhos e aspirações, emoções e idéias, planos e realizações.
Dela partem as tuas manifestações nos caminhos da vida, e de nossas manifestações nos caminhos da vida depende o nosso cativeiro à sombra ou a nossa libertação para a luz.

Livro: Alma e Coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier Espírito Emmanuel


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Saudade ...

SAUDADE:
é quando a gente sente uma pessoa dentro da gente;
aí lembra que gosta dessa pessoa e fica querendo dizer isso a ela,
mas às vezes ela está longe e a gente só pode dizer em pensamento,
mas a gente diz, e ela escuta mesmo assim.

Por onde você passe ...




Equilíbrio - Emmanuel.


"Porque vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?"(Mateus, 7:3)

Quanto mais nos adentramos no conhecimento de nós mesmos, mais se nos impõe a obrigação de compreender edesculpar, na sustentação do equilíbrio em nós e em torno de nós.
Daí a necessidade da convivência, em que nos espelhamos uns aos outros, não para criticar-nos, mas para entender-nos,através de bendita reciprocidade, nos vários cursos de tolerância, em que a vida nos situa, no clima da evolução terrestre.

Assim é que, no educandário da existência, aquele companheiro:

* que somente identifica o lado imperfeito dos seus irmãos, sem observar-lhes a boa parte;que jamais se vê disposto a esquecer as ofensas de que haja sido objeto;
* que apenas se lembra dos adversários com o propósito de arrasá-los, sem reconhecer-lhes as dificuldades e ossofrimentos;

* que não analisa as razões dos outros, a fixar-se unicamente nos direitos que julga pertencer-lhes;

* que não se enxerga passível de censura ou de advertência, em momento algum;

* que se considera invulnerável nas opiniões que emita ou na conduta que espose;

* que não reconhece as próprias falhas e vigia incessantemente as faltas alheias;

* que não se dispões a pronunciar uma só frase de consolação e esperança, em favor dos caídos na penúria moral;que se utiliza da verdade exclusivamente para ameaçar ou ferir...


Será talvez de todos nós aquele que mais exija entendimento e ternura, de vez que, desajustado na intolerância, se mostra sempre desvalido de paz e necessitado de amor.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ceifa de Luz.Ditado pelo Espírito Emmanuel.Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1980.

Hora Vazia - André Luiz


Quando as mãos repousam, a mente é defrontada pelo problema da hora vazia.
Se você procura a integração com o Divino Mestre, aprenda a utilizá-la.
Pense no irmão enfermo que reclama socorro espiritual e auxilie-o com as suas vibrações de carinho, se as circunstâncias lhe não favorecem a visita pessoal.

Plante uma árvore benfeitora.
Busque a companhia do livro edificante e tente fixar-lhe as lições.
Tome um lápis e faça anotações que lhe sirvam à memória ou escreva alguma frase consoladora que possa contribuir na sementeira de reconforto e bom ânimo.

Aproveite o ensejo para uma palestra em que você coopere na ressurreição do companheiro que caiu em desalento.
Comente a grandeza do bem, evitando, no entanto, o diapasão do discurso solene, a fim de que você alcance a intimidade dos ouvintes e consiga renová-los.
Medite, à frente da Natureza que oferece espetáculos prodigiosos da Sabedoria Divina, desde a casa minúscula da formiga até o firmamento cravejado de estrelas, recolhendo no imo do ser a essência imperceptível da instrução celestial.

Fixe a atenção em tudo o que seja útil e nobre, bom e belo, e não se desvie, porque no repouso dos braços, quando chega o problema da hora vazia, os semeadores do mal encontram larga oportunidade ao plantio da discórdia e da incompreensão, junto do qual, você, imperceptivelmente, começará perdendo o tempo, complicando as próprias lutas e sombreando o caminho terrestre, para depois perder inutilmente a própria vida.

Livro: Irmãos Unidos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A Lógica - Emmanuel


Quando o homem acende a luz da boa vontade no próprio coração, procura trabalhar incessantemente.
Quando trabalha, adquire conhecimento.
Quando conhece, amplia a visão espiritual.
Quando vê claramente, entra na posse da grande compreensão.
Quando compreende, aprende a sair de si próprio, abandonando a concha escura do egoísmo.
Quando abandona o antigo círculo da personalidade, encontra a alegria de ser útil.
Quando auxilia realmente, empreende em si mesmo a construção da verdadeira fraternidade.
Quando se sente o irmão do próximo e companheiro dos seus vizinhos, descobre no próprio coração o tesouro do amor.
Quando ama, sabe renunciar às antigas ilusões que o prendem às sombras.
Quando entra na posse da luz no santuário do sentimento, entrega-se ao sacrifício da própria existência, a favor de todos.
Abrir o coração e estender os braços, fraternalmente, para a vida e para a Natureza, servindo constantemente.
Esse é o nosso primeiro passo na aquisição do título de filhos da luz, segundo Jesus Cristo.

Do livro: Agenda Cristã - Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

OMISSÃO - Emmanuel


Asseveras não haver praticado o mal; contudo, re­flete no bem que deixaste a distância.

Não permitas que a omissão se erija em teu cami­nho, por chaga irremediável.


Imagina-te à frente do amigo necessitado a quem podes favorecer,

Não te detenhas a examinar processos de auxilio.

É possível que amanhã não mais consigas vê-lo com os olhos da própria carne.
Supõe-te ao pé do companheiro sofredor, a quem desejas aliviar.


Não demores o socorro preciso.É provável que o abraço de hoje seja o inicio de longo adeus.
Não adies o perdão, nem atrases a caridade.
Abençoa, de imediato, os que te firam com o reben­que da injuria, e ampara, sem condições, os que te co­mungam a experiência.
Se teus pais, fatigados da luta, são agora problemas em teu caminho, apóia-os com mais ternura.

Se teus filhos, intoxicados de ilusão, te impõem do­res amargas, bendize-lhes a presença.
Se o trabalho espera por tuas mãos, arranja tempo para fazê-lo.
Se a concórdia te pede cooperação, não retardes o atendimento.
Não percas a divina oportunidade de estender a ale­gria.

Tudo o que enxergas, entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.
Faze, em cada minuto, o melhor que puderes.
Seja qual for a dificuldade, não desertes do amor que todos devemos uns aos outros.
E se recebes, em tro­ca, pedra e ódio, vinagre e fel, sorri e auxilia sempre, porque é possível estejas ainda hoje, na Terra, diante dos outros, ou os outros diante de ti pela última vez.

Do livro Justiça Divina. Psicografia de Francisco Candido Xavier