segunda-feira, 1 de junho de 2009

Prece da caridade -Emmanuel


Amigo,


Auxilia-me para que eu te consiga auxiliar.
Não me relegues ao amanhã e nem me ignores a presença.
O Senhor enviou-me ao teu encontro, para que eu te sirva de apoio na senda da elevação.
Em teu caminho, no entanto, estou entregue á tua verdade.
Hoje sou convite, idéia, sugestão...

Amanhã, porém, se quiseres, receber-me-ás na contabilidade da vida por passaporte em demanda aos reinos de luz.
Emprega-me com bondade para que os outros nos acolham com entendimento e simpatia.
Protege-me contra a omissão.
Conduze-me na direção daqueles que contam conosco, sem exigir que nos procurem.

Ajuda-me a ouvir qualquer irmão em dificuldade, com paciência e compreensão para que não falte a esperança em todos aqueles que nos requisitem a companhia.
Deixa que o perdão e a tolerância nos sigam de perto a fim de que as nossas palavras não se percam no vazio.
Agradece a moeda ou a migalha de recursos que o Céu te envie às mãos para a nossa lavoura no bem, mas não olvides que a nossa tarefa será sempre constituída de parcelas do nosso amor.
De ti depende a felicidade de prosseguirmos adiante, com a benção de Deus.


Emmanuel

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Carta a Jesus


Meu Mestre e Senhor Jesus.
Louvado seja o Teu Santo Espírito.
Nos momentos penosos de minha vida tenho-me apegado contigo e
nunca deixei de merecer a Tua misericórdia.
Nos momentos de alegria e abundância de minha vida,
nunca deixei de te render graças e cantar louvores ao Teu incomparável Espírito.
Ajuda-me, Senhor, nas minhas deficiências, preenche as minhas falhas,
enche os meus claros com Teu beneplácito e não permitas que pelos meus defeitos seja a Tua Doutrina escandalizada e a Tua palavra maculada.
Sou Teu discípulo e te amo como o cão fiel ama ao seu dono.
Sou criança ignorante.
Tem compaixão de mim.
Abençoa todos os Espíritos, meus irmãos que me sustentam e dá-lhes forças para que operem comigo o Teu amor. Louvado seja Deus, o Nosso Pai Celestial a quem conheço, Senhor, por Teu intermédio e a quem amo e adoro, e guardo o Seu preceito. (Cairbar Schutel) (10 horas da noite de 19.03.1936)

Agenda Renascer 2002 Editora EME

A cadeira de rodas


Uma família de classe média estava viajando de férias, após um ano de serviço e a devida programação para aquela ocasião.
Entretanto, o casal de filhos adolescentes reclamava, a curto espaço de tempo, de várias coisas que o veículo não possuía.
Dizia um deles:
— Papai, se este carro tivesse ar condicionado, seria bem mais fácil tolerar essa viagem cansativa. Está fazendo muito calor, mas, se deixamos o vidro aberto, o vento incomoda demais.
Logo depois, era o outro que expunha as suas queixas:
— Nem ao menos temos um rádio bom para ouvirmos música. Desse jeito, parece que a viagem demora um século!

O pai que experimentara a vida pobre enquanto criança e na juventude, nada dizia, esperando a ocasião propícia para intervir. Passado um curto espaço de tempo, retornava o outro adolescente a queixar-se:

— Se este carro além de ar condicionado, fosse um pouco maior, viajaríamos mais confortavelmente, mamãe.

A esposa olhava para o marido que sinalizava discretamente, pedindo que não respondesse às reclamações. Rodavam mais alguns quilômetros e lá vinha outra crítica:

— Tive que trazer uma mala menor porque o porta-malas deste carro é pequeno. Veja se troca de automóvel no final do ano, papai.

O mesmo paciencioso silêncio reinava por parte dos pais dos reclamantes, que retornavam às queixas:

— Será que não dá para você colocar um DVD neste carro?
Dessa maneira poderíamos viajar assistindo a filmes e não sentiríamos o tempo passar.

Ao cruzar um trecho da rodovia que cortava uma pequena cidade onde era obrigatório diminuir a velocidade, o pai viu uma cena muito triste: uma senhora de idade empurrava uma filha deficiente física e mental em uma cadeira de rodas por uma pequena ladeira que margeava a rodovia.
Ali estava a oportunidade de ouro para a lição que vinha segurando na ponta da língua.
Chamou a atenção dos jovens para aquela cena lamentável e disse:

— Vocês dois que só sabem reclamar do que possuímos, ganho de maneira honesta, talvez preferissem estar sentados naquela cadeira de rodas como aquela pobre moça, a estarem mal acomodados em nosso carro, não é mesmo?

A cadeira de rodas não possui rádio, ar condicionado, DVD, porta-malas.
A cadeira de rodas possui uma pessoa que sofre sobre ela e que daria tudo para estar no lugar de um de vocês!

A observação do pai caiu como uma profunda lição sobre os dois reclamantes que, após se entreolharem, mergulharam num profundo silêncio, acompanhando com o olhar espantado para a cadeira de rodas que se afastava lentamente do veículo, perdendo-se nas curvas do caminho.

***

“Não reclames! Agradece a Deus a oportunidade de ser aquele que exemplifica, entre lágrimas, o que os outros fruem, por enquanto, entre sorrisos.
O dia de todos sempre chega, convidando, uma a uma, as criaturas à reflexão e ao fenômeno de amadurecimento.” – Joanna de Ângelis.

Prece de Cáritas


Deus, nosso Pai,
que sois todo Poder e Bondade,
dai a força àquele que passa pela provação,
dai a luz àquele que procura a verdade;

ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!


Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento,
ao espírito a verdade,
à criança o guia,
e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes.
Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre.
Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte,
a paz, a esperança, a fé.


Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra;
deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita,
e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos,
oh Poder!,
oh Bondade!,
oh Beleza!,
oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.
CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe.
Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.
A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações:
"Como servir a religião espiritual"e "A esmola espiritual".
Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até n;os, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas
.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Resignação e Resistência - Emmanuel



De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não a venha trazer resultados contraproducentes.

Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca.

Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade.

Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?

Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranquilidade.

Todos necessitamos ajustar resignação no lugar certo.

Se a Lei nos apresenta um desatre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação.

É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida.

Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos.

Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade.

Como reagimos diante do sofrimento e do mal?

Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento. Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie.

Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.

Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem.

Paz pronta ao alarme.

Construção do bem com dispositivo de segurança.

Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço.

Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe clava mortífera.

Estudemos resignação em Jesus Cristo.

A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.


Emmanuel Médium: Francisco Cândido Xavier (De "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

Para melhorar - Emmanuel




Conserva a fé em Deus e em ti mesmo.
Age servindo.Constrói o bem que se nos mostre ao alcance.

Recusa qualquer idéia de desânimo e trabalha sempre.
Aceita o fracasso por base de recomeço.
Admite os outros, tais quais são.
Não exijas de alguém aquilo que esse alguém ainda não te pode dar.
Auxilia aos companheiros de experiência, tanto quanto puderes.
Hoje, é possível que esse ou aquele amigo necessite de ti, entretanto, amanhã, é provável sejamos nós os necessitados.
Não te aconselhes com a irritação, nem hospedes a tristeza que termine habitualmente no nevoeiro da inércia.
Respeita as idéias dos outros para que as tuas se façam respeitadas, Sorri, ainda quando as dificuldades nos sitiem por todos os lados.
Esforça-te em descobrir o lado útil das situações e das pessoas.
Não guardes ressentimentos.
Não te queixes de ninguém, nem te lastimes.
Valoriza o tempo e não te concedas o luxo das horas vazias.
Enumera as bênçãos que o Senhor já te permite usufruir e serve.
Usa a paciência e a tolerância.
Vive a própria vida e deixa que os outros vivam a existência que o Céu lhes concedeu.
E se nos dispusermos realmente a melhorar-nos e a melhorar o nosso próprio caminho, estejamos na certeza de que a Divina Providência nos fará sempre o melhor.

Mensagem extraída do livro “Paciência” Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Deixe a raiva secar.



Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar,
mas Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então,
pediu para a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha, na
garagem do prédio.




Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar
todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.




Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.
Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, ela desabafou:




— Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo e ela estragou tudo! E ainda deixou
jogado no chão!
Totalmente descontrolada, Mariana queria porque queria ir ao apartamento de Júlia, pedir explicações,
mas a mãe, com muito carinho, ponderou:


— Filhinha, lembra daquele dia, quando você saiu com seu vestido novo, todo branquinho, e um carro passou
e jogou lama na sua roupa? Ao chegar em casa, você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó
não deixou. Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era pra deixar o barro secar primeiro.
Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha. Com a raiva é a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.
Logo depois, alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:




— Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua, que fica correndo atrás da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia
me emprestado. Quando eu contei pra mamãe, ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro
brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
— Não tem problema — disse Mariana. — A minha raiva já secou.
E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto, pra contar a
história do vestido novo que havia sujado de barro.




Nunca tome qualquer atitude com raiva.
A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.
Agindo assim, você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais